
Universidade de Santiago reforça liderança académica na ação humanitária e alterações climáticas durante a Summer School Cabo Verde 2026
A Universidade de Santiago (US) reforça a sua afirmação no panorama académico internacional ao integrar a Summer School Cabo Verde 2026, uma iniciativa que reúne especialistas, investigadores, docentes e estudantes de vários continentes para debater respostas inovadoras aos desafios da ação humanitária, saúde, deslocações forçadas e alterações climáticas. O professor Nardi Sousa destacou o compromisso da instituição na formação de profissionais preparados para responder aos desafios humanitários e ambientais do século XXI.
Integrada no Mestrado Internacional em Human Response – Coordinated Humanitarian Response, Health and Displacement, financiado pelo programa Erasmus Mundus da União Europeia, a Escola de Verão decorre de 15 a 26 de junho, numa parceria entre a Universidade de Santiago (US) e a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), sob o lema “Reforçar a resposta de coordenação local e internacional a desastres (não) naturais, problemas de saúde, deslocações e alterações climáticas”.
A iniciativa reúne participantes provenientes de países como Noruega, Espanha, Grécia, Portugal, Moçambique, Malásia, Índia, Gana, Gâmbia e Cabo Verde, além de representantes de instituições públicas e privadas e profissionais ligados às áreas da proteção civil, saúde pública, ação humanitária e desenvolvimento sustentável.
Para o professor Nardi Sousa, chefe do Departamento de Ciências Jurídicas e Sociais da Universidade de Santiago e um dos coordenadores da formação, a realização da Summer School demonstra o crescente reconhecimento internacional da US como uma instituição comprometida com a produção de conhecimento e a formação de profissionais preparados para responder aos desafios contemporâneos.
Segundo o docente, a Universidade de Santiago tem vindo, nos últimos cinco anos, a consolidar a sua intervenção nas áreas das alterações climáticas, ação humanitária e gestão das deslocações forçadas, através da atualização dos seus planos curriculares e da inclusão de disciplinas específicas ligadas a estas temáticas.
“Temos procurado adaptar a formação universitária aos desafios que o mundo enfrenta atualmente. As alterações climáticas, os desastres naturais, os conflitos e os movimentos populacionais exigem profissionais qualificados e instituições capazes de produzir conhecimento científico relevante para apoiar a tomada de decisões”, afirmou.
Nardi Sousa destacou ainda que este mestrado internacional representa um marco para o ensino superior cabo-verdiano, por ser o primeiro programa conjunto desta natureza desenvolvido no país. O projeto envolve instituições de referência como o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, a Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), a Universidade de Rovuma, em Moçambique, a Universidade de Atenas, a Universidade de Cabo Verde e a Universidade de Santiago.
Durante as duas semanas de atividades, os participantes terão contacto direto com diversas instituições nacionais, entre as quais a Câmara Municipal da Praia, a Autoridade para a Imigração, a Direção Nacional do Ambiente e o Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros. O programa inclui workshops metodológicos, visitas de campo e ações de sensibilização sobre os impactos das alterações climáticas no arquipélago.
O responsável defendeu igualmente que as universidades devem assumir um papel cada vez mais ativo na investigação aplicada, na partilha de conhecimento científico e na criação de redes internacionais de cooperação capazes de contribuir para respostas mais eficazes às crises humanitárias.
Ao fazer o balanço dos primeiros dias da Summer School Cabo Verde 2026, realizada no Campus da Praia, Nardi Sousa classificou a experiência como extremamente positiva, sublinhando o elevado nível de participação e o forte envolvimento dos estudantes e profissionais presentes.
“O balanço é muito positivo. Precisamos de quadros qualificados na área da ação humanitária para responder aos desafios emergentes relacionados com as alterações climáticas, os desastres naturais e os conflitos armados. Esta iniciativa permite reforçar conhecimentos, promover a troca de experiências e fortalecer o papel da Universidade de Santiago na formação de profissionais capazes de atuar de forma eficaz em contextos humanitários complexos”, destacou.
De acordo com o docente, a formação pretende dotar os participantes de competências avançadas para compreender os desafios das intervenções humanitárias, desenvolver respostas culturalmente sensíveis e implementar ações fundamentadas em evidências científicas. O objetivo é também capacitar os mestrandos para avaliar criticamente a eficácia das intervenções e aplicar metodologias participativas em contextos marcados pela emergência, deslocação e vulnerabilidade social.
Com esta participação, a Universidade de Santiago reforça o seu posicionamento como uma instituição comprometida com a internacionalização do ensino superior, a investigação aplicada e a formação de profissionais preparados para enfrentar os desafios humanitários e climáticos do século XXI.

