
Reitor da US recebe estudantes brasileiros e reforça ponte académica entre Cabo Verde e Brasil
O Reitor da Universidade de Santiago (US), Gabriel Fernandes, recebeu esta quarta-feira no Campus da Praia seis estudantes brasileiros que se encontram em Cabo Verde no âmbito de programas de extensão e mobilidade académica, num encontro marcado pela partilha de experiências, apresentação de pesquisas e fortalecimento da cooperação educativa entre instituições dos dois países.
Os estudantes, oriundos da Universidade Federal da Bahia, Universidade do Sul da Bahia e Universidade Federal do Maranhão, estão em Cabo Verde ao abrigo de programas como o CAPES, Abdias do Nascimento e PROLEDES. Durante o encontro, apresentaram os seus projetos de investigação e destacaram a importância da parceria com a Universidade de Santiago na construção de uma ponte educacional entre Brasil e Cabo Verde, assente no diálogo intercultural, na pedagogia social, na criolidade e nas africanidades.
Em representação do grupo, a mestranda Tâmara Rodrigues, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Bahia, sublinhou que o momento foi de grande abertura e disponibilidade por parte do Reitor, que partilhou o seu percurso académico e contribuiu com reflexões teóricas, nomeadamente a partir das suas obras sobre a construção da nação. Segundo a estudante, o encontro permitiu um diálogo horizontal e enriquecedor, fundamental para o período de permanência dos investigadores na US.
Os estudantes brasileiros permanecerão em Cabo Verde entre quatro e seis meses, período durante o qual irão participar em atividades académicas, propor oficinas, promover diálogos científicos e integrar iniciativas de extensão universitária. Para Tâmara Rodrigues, a experiência evidencia uma universidade comprometida com a comunidade e com uma extensão académica viva, que dialoga diretamente com a sociedade.
Tamara Rodrigues destacou ainda o acolhimento caloroso da população cabo-verdiana, referindo-se à morabeza e à abertura das pessoas como elementos marcantes da sua experiência em Santiago. A investigadora afirmou sentir-se em casa e salientou a relevância da troca cultural para o fortalecimento da identidade, da criolidade e de uma educação voltada para a emancipação mental.
A mestranda elogiou também o modelo pedagógico da US, realçando a experiência inédita de aulas síncronas e assíncronas a decorrerem simultaneamente, bem como a forte aposta da instituição na extensão universitária e na ligação direta às comunidades. Para a estudante, trata-se de uma abordagem diferenciadora que reforça o papel transformador da Universidade de Santiago no contexto académico cabo-verdiano e internacional.

