
Universidade de Santiago realiza Prévia do II SICAS e reforça diálogo académico entre Cabo Verde e Brasil
A Universidade de Santiago, em parceria com o SICAS – Seminário Internacional Cultura, Arte e Subjetividade, realizou, nesta quinta-feira, 7 de maio, a Prévia do II SICAS, subordinada ao tema “A Arte e a Cultura na Construção da Subjetividade Contemporânea”.
O evento constituiu um espaço académico, cultural e interdisciplinar de diálogo e intercâmbio, reunindo investigadores, artistas, docentes, estudantes e membros da comunidade. A iniciativa contou com a apresentação de pesquisas desenvolvidas em Cabo Verde por intercambistas do grupo PROLEDES, da Universidade Federal da Bahia, reforçando a partilha de conhecimentos e reflexões sobre a contemporaneidade cabo-verdiana.
Segundo Vanusa Pereira Tavares, doutora em Difusão do Conhecimento, a atividade serviu como antevisão do II SICAS, previsto para este ano, em Salvador, dando continuidade à primeira edição, realizada na Praia. A prévia integrou igualmente o I Encontro Interdisciplinar sobre a Contemporaneidade Cabo-verdiana.
A programação incluiu o lançamento oficial da Fundação Garra, seguido da apresentação de obras literárias, entre as quais o livro do escritor Nelly Ngozi. O momento de convívio ficou marcado pela partilha da tradicional cachupa, reforçando a valorização da cultura cabo-verdiana no contexto do evento.
Durante a tarde, as atividades prosseguiram com novas mesas de apresentação, lançamentos de livros, incluindo obras de Tito e Osvaldo, além de momentos culturais e exposições.
Por sua vez, uma docente da Universidade de Santiago destacou a importância da iniciativa para o reforço dos laços académicos e culturais entre Cabo Verde e Brasil, considerando tratar-se de “dois países irmãos” que devem aprofundar a cooperação.
Segundo a professora, depois de um período de algum distanciamento, torna-se fundamental reaproximar as duas realidades através da investigação, da cultura e da mobilidade académica.
A docente salientou ainda uma mudança significativa no fluxo académico tradicional. “Se antes eram sobretudo estudantes cabo-verdianos que se deslocavam ao Brasil para estudar, hoje assistimos também à vinda de estudantes brasileiros a Cabo Verde para desenvolver pesquisas e aprofundar conhecimentos sobre a nossa realidade”, afirmou.
Para a organização, a iniciativa assume grande relevância no meio académico, ao incentivar os estudantes a investigarem a sua própria realidade e ao fortalecer a cooperação internacional.
O balanço foi considerado positivo, marcado pela forte participação, pela partilha de experiências e pelo estímulo à reflexão e à continuidade do projeto.

